E-commerce de nicho, uma força a ser explorada

Nos últimos anos, temos visto um crescimento expressivo no número de lojas virtuais no Brasil e no mundo. Sejam empresas antigas do offline que querem se atualizar, ou até mesmo novos empreendedores que encontraram na internet uma oportunidade.

Ainda existe um senso comum de que um e-commerce é uma loja com baixo investimento e que não demanda tanto tempo para sua operação. Afinal, em meio a um crescimento reduzido do mercado, o e-commerce continua crescendo dois dígitos ao ano. No primeiro de semestre de 2019, o crescimento foi de 12% com relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a última edição do Webshoppers.

Fonte: 40º Relatório Webshoppers (Ebit)

Segundo a Abranet (Associação Brasileira de Internet), o Brasil possui cerca de 930 mil sites de e-commerce, sendo que, em 2018, cerca de 250 mil novos comércios eletrônicos entraram no mercado.

Vale também ressaltar também que em 2018 os gastos dos brasileiros em sites internacionais diminuíram 22%. Isso nos faz olhar com mais atenção para o mercado nacional.

Oportunidades no e-commerce de nicho

Consequentemente ao incentivo o crescimento do e-commerce no Brasil, surgem diversos empreendedores. Ao identificarem a possibilidade de comercializar produtos em outras cidades e estados, eles apostam na criação de iniciativas, como o e-commerce de nicho.

Há alguns anos, amantes de comidas orgânicas ou com alguma restrição alimentar poderiam
ter grandes dificuldades em encontrar esse tipo de alimentos. Ainda mais morando longe dos grandes centros comerciais.

Hoje, com a entrada dos vendedores especializados no e-commerce, isso tem se tornado cada vez mais acessível.

Os benefícios também impactam o lojista que vende no segmento. Ao invés de competirem com grandes players — que possuem uma infinidade de produtos e, entre eles, os produtos orgânicos — tornam-se uma referência para esse público-alvo.

Estratégias digitais para um público específico

Com o passar dos anos, ferramentas como Google Ads, Facebook Ads e a mídia programática de forma geral passaram a evoluir as possibilidades de segmentação. Dessa forma, com uma campanha bem estruturada, o resultado positivo se torna possível.

Isso sem falar nas estratégias de SEO, que hoje conta com uma infinidade de possibilidades, como o SEO local.

Alguns nichos são tão valorizados a ponto do seu público não se importar em pagar um valor maior por uma linha de produtos tão específica.

Ainda de acordo com o relatório da Ebit/Nielsen, as redes sociais são a segundo maior fator de decisão de compra. Dentro delas, o Facebook abocanha expressivos 53%, seguido por 32% do Instagram.

 O efeito marketplace

Atualmente, não tem como falarmos em e-commerce sem ao menos mencionarmos os marketplaces.

Mesmo que as taxas de comissionamento sejam altas, esse modelo de negócio está mais presente do que imaginamos. Até mesmo aplicativos como Uber e iFood podem ser considerados marketplaces.

O surgimento de marketplaces de nicho alavanca o efeito “experiência personalizada”. De forma direta ou indireta é o que o mercado procura, e não somente os consumidores digitais.

Dessa forma, as empresas que souberem não apenas identificar esse fator, mas também trabalhar com ele, poderão alcançar o tão sonhado Oceano Azul.

Publicitário. Possui mais de 5 anos de experiência no mercado digital, com destaque em e-commerce omnichannel e web analytics.
Responsável por reestruturar o projeto de e-commerce da Loja Merc que teve 300% crescimento em apenas 1 ano. Colunista do portal E-Commerce Brasil, Mundo do Marketing e Digitalks. Atualmente é Analista de Marketing Digital do E-Commerce Brasil.


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