10 competências para o desenvolvimento de pessoas

Como liderar uma equipe? Eis uma pergunta complexa de se responder atualmente. Com tanta mudança no mundo em tecnologia, diversidade e inovação, cada vez mais surgirão desafios. Mas, com certeza, o maior deles é saber lidar com o lado comportamental das pessoas. Faz-se necessário estar presente integralmente, saber ouvir e conciliar situações.
É claro que competências da liderança como domínio técnico, agilidade e produtividade, disciplina, pensamento estratégico, visão de negócio e foco em resultados são importantes e não podem ser ignoradas, mas as prioridades mudaram. Hoje, ao falarmos da liderança no desenvolvimento de pessoas, pensamos em líderes que sabem dialogar, ouvir e incluir. Pensamos, primeiro, em profissionais coerentes, éticos, íntegros e fiéis a seus valores, e depois pensamos em resultados.
Ser um bom líder é compreender que estar próximo da equipe e atento às necessidades das pessoas pode impulsioná-las a darem o seu máximo e trará os melhores resultados no menor tempo possível. Para coordenar pessoas, não basta ter poder e autoridade, mas saber escutá-las. Liderança é, no final, estimular o alto desempenho dos subordinados, por meio das melhores práticas.
Liderança e gestão de pessoas modernas precisam tratar as pessoas como elas são, rompendo a maneira tradicional dos meios de produção. É aquela história do “sou apenas mais um número” que deve se extinguir. Por isso, é dever de um bom líder promover feedbacks constantes, ouvir e direcionar aos melhores caminhos. Com essa prática, saberão indicar quais devem ser os movimentos ideais para cada funcionário colaborar com os resultados da companhia.

Outras competências para desenvolvimento de pessoas

Liderança

Para ser um líder não é preciso, necessariamente, ser um gestor. Um líder deve assumir riscos e se responsabilizar por suas atitudes, conhecendo os pontos positivos e os pontos a melhorar na equipe e em si mesmo. É ser um porta-voz, motivando e influenciando as pessoas com quem trabalha a alcançarem seus objetivos.

Motivação

Uma das maiores funções de destaque desse profissional é motivar diariamente sua equipe. Um colaborador sem motivação pessoal ou profissional não tem comprometimento ou interesse com os objetivos traçados. Ele gerencia seu tempo de forma inadequada, entre outros “tropeços profissionais”. E tudo isso resulta em uma baixa produtividade.

Equilíbrio emocional

Ter inteligência e conhecimento da área é um importante fator para o sucesso, mas não suficiente para manter uma vida profissional equilibrada e harmônica. Aliada aos conhecimentos técnicos, existe a inteligência emocional, uma das maiores responsáveis por fazer com que os resultados pessoais e profissionais estejam em patamares satisfatórios.
Assim, um líder que está com sua parcela emocional devidamente equilibrada, consegue se posicionar de forma sábia e eficaz, pois, ao administrar suas emoções, ele também realiza a organização do seu ambiente de trabalho de maneira efetiva. Obviamente, tudo isso afeta o desempenho de maneira positiva.

Criatividade

Não é apenas voltada ao lado artístico, mas também a pensar fora da caixa em qualquer situação. É analisar todos os aspectos ao seu redor para encontrar soluções rápidas e inovadoras. Ser criativo é ter pensamento visionário e que acrescente ideias à organização de forma ousada para obter bons resultados.

Adaptabilidade

Adaptabilidade é ter a capacidade de ser flexível em qualquer ambiente, se adaptando às mudanças que podem ocorrer na equipe ou na empresa. É saber contornar situações inesperadas e conviver com as diferenças.

Comunicação

Comunicação é saber transmitir seu pensamento de forma clara e objetiva. Não é o diálogo em si, mas a boa oratória, a dicção e o vocabulário bem construído. Uma boa comunicação entre um líder e os seus colegas de equipe diminui o risco de falhas e aumenta a produtividade.

Negociação

Negociação é saber resolver conflitos internos através do diálogo, tendo como objetivo o sucesso da corporação como um todo. Saber negociar é saber balancear todas as ideias e fatores envolvidos, visando chegar a um determinado objetivo.

Empatia

Empatia é basicamente se colocar no lugar do outro. O líder deve tentar compreender o ponto de vista dos colegas, entendendo como se comportam, quais são seus sentimentos e emoções. Um profissional que tem empatia ajuda as pessoas com seus problemas e toma decisões pensando também no impacto que elas terão nas outras pessoas.

Ética

Ter ética é agir com responsabilidade social. Um profissional qualificado tem ética e moral, sabe diferenciar o certo do errado, age com integridade e colabora com a equipe.

Prudência

O colaborador prudente analisa todas as possibilidades, descobrindo o que pode acontecer a cada passo, sem colocar a carroça na frente dos bois. É pensar em todos os aspectos antes de uma atitude que pode afetar seu projeto ou a própria empresa.
Muitas são as repercussões do equilíbrio, ou da falta dele, nas relações interpessoais, na produtividade e no próprio clima organizacional, que tendem a seguir a personalidade principal e preponderante da equipe. Sendo assim, um dos principais papéis do líder moderno é valorizar, cada vez mais, as pessoas e que faça bom uso de suas competências humanas

E-commerce de nicho, uma força a ser explorada

Nos últimos anos, temos visto um crescimento expressivo no número de lojas virtuais no Brasil e no mundo. Sejam empresas antigas do offline que querem se atualizar, ou até mesmo novos empreendedores que encontraram na internet uma oportunidade.

Ainda existe um senso comum de que um e-commerce é uma loja com baixo investimento e que não demanda tanto tempo para sua operação. Afinal, em meio a um crescimento reduzido do mercado, o e-commerce continua crescendo dois dígitos ao ano. No primeiro de semestre de 2019, o crescimento foi de 12% com relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a última edição do Webshoppers.

Fonte: 40º Relatório Webshoppers (Ebit)

Segundo a Abranet (Associação Brasileira de Internet), o Brasil possui cerca de 930 mil sites de e-commerce, sendo que, em 2018, cerca de 250 mil novos comércios eletrônicos entraram no mercado.

Vale também ressaltar também que em 2018 os gastos dos brasileiros em sites internacionais diminuíram 22%. Isso nos faz olhar com mais atenção para o mercado nacional.

Oportunidades no e-commerce de nicho

Consequentemente ao incentivo o crescimento do e-commerce no Brasil, surgem diversos empreendedores. Ao identificarem a possibilidade de comercializar produtos em outras cidades e estados, eles apostam na criação de iniciativas, como o e-commerce de nicho.

Há alguns anos, amantes de comidas orgânicas ou com alguma restrição alimentar poderiam
ter grandes dificuldades em encontrar esse tipo de alimentos. Ainda mais morando longe dos grandes centros comerciais.

Hoje, com a entrada dos vendedores especializados no e-commerce, isso tem se tornado cada vez mais acessível.

Os benefícios também impactam o lojista que vende no segmento. Ao invés de competirem com grandes players — que possuem uma infinidade de produtos e, entre eles, os produtos orgânicos — tornam-se uma referência para esse público-alvo.

Estratégias digitais para um público específico

Com o passar dos anos, ferramentas como Google Ads, Facebook Ads e a mídia programática de forma geral passaram a evoluir as possibilidades de segmentação. Dessa forma, com uma campanha bem estruturada, o resultado positivo se torna possível.

Isso sem falar nas estratégias de SEO, que hoje conta com uma infinidade de possibilidades, como o SEO local.

Alguns nichos são tão valorizados a ponto do seu público não se importar em pagar um valor maior por uma linha de produtos tão específica.

Ainda de acordo com o relatório da Ebit/Nielsen, as redes sociais são a segundo maior fator de decisão de compra. Dentro delas, o Facebook abocanha expressivos 53%, seguido por 32% do Instagram.

 O efeito marketplace

Atualmente, não tem como falarmos em e-commerce sem ao menos mencionarmos os marketplaces.

Mesmo que as taxas de comissionamento sejam altas, esse modelo de negócio está mais presente do que imaginamos. Até mesmo aplicativos como Uber e iFood podem ser considerados marketplaces.

O surgimento de marketplaces de nicho alavanca o efeito “experiência personalizada”. De forma direta ou indireta é o que o mercado procura, e não somente os consumidores digitais.

Dessa forma, as empresas que souberem não apenas identificar esse fator, mas também trabalhar com ele, poderão alcançar o tão sonhado Oceano Azul.

Publicitário. Possui mais de 5 anos de experiência no mercado digital, com destaque em e-commerce omnichannel e web analytics.
Responsável por reestruturar o projeto de e-commerce da Loja Merc que teve 300% crescimento em apenas 1 ano. Colunista do portal E-Commerce Brasil, Mundo do Marketing e Digitalks. Atualmente é Analista de Marketing Digital do E-Commerce Brasil.


Todos os posts de Rodrigo Ramos  

Logística de entrega e omnichannel nos marketplaces

Como está a situação da logística de entrega do seu e-commerce? Você enfrenta problemas no envio, como devoluções porque o cliente não estava em casa no horário comercial? Ou porque o porteiro não tinha autorização para receber mercadorias? Ou, ainda, quando a transportadora fez três tentativas de entrega sem sucesso?

Vamos abordar algumas soluções bem similares entre si que podem lhe ajudar com estes problemas, além de trazer um “ar” inovador para a sua marca.

Trabalhando no modelo Omnichannel (mesmo sem loja física)

Operar de forma omnichannel exige utilizar multicanais para ampliar os pontos de contato com o cliente, integrando e interagindo com todas as formas de atendimento e comunicação – vendedores, site, e-commerce, mídias sociais, aplicativo e, principalmente, ponto físico.

O objetivo dessa interoperação dos canais é estar presente e disponível para o cliente como, onde e quando ele quiser e, além disso, entregar uma experiência agradável e fluida entre os ambientes online e o offline.

Uma forma de trabalhar esta integração de canais na sua marca, tenha ela lojas físicas próprias ou não, lojas online, e até marketplaces, é utilizar-se de ferramentas e processos que permitem a logística e entrega neste formato.

Há pelo menos três formas que podem ajudar a sua marca nisso: Os Pick-up-Stores, os Pick-up-Points e os Lockers.

Pick-up-STORE

O pick-up-Store é um processo de atendimento que se utiliza do estoque das lojas físicas para atender os pedidos online. Neste caso, as próprias lojas atuam como fonte do estoque. Todo esse processo é otimizado com sistemas e tecnologias que integram sistemas de gestão com os canais de venda do varejista.

Alguns dos benefícios desta forma de logística são:

  • A retirada do produto mais rapidamente, reduzindo o custo com transporte;
  • O aumento do volume dos negócios, que ajuda a manter um nível menor de estoque, pois a marca transforma as lojas físicas em centros de distribuição sem gastar recursos com novos pontos de venda;
  • Menos gastos com envios de produtos para o Centro de Distribuição e, consequentemente, menor valor de frete, além de um possível menor preço final do produto;
  • Aumento do número de consumidores dentro da sua loja física e, consequentemente, um aumento das oportunidades de conversão de vendas.

Pick-up-POINTS

Diferente do Pick-up-STORE, no sistema de Pick-up-POINT o produto é encaminhado para pontos físicos de empresas parceiras da sua marca. Esses pontos físicos variam desde postos de gasolina, mercados, lavanderias, farmácias, etc.

Em resumo, são pontos de retirada sem vínculo direto com o e-commerce. No Brasil, já existem até serviços que facilitam o acesso à esta forma de envio e recebimento. Há empresas que mantém redes de pontos de retirada no país inteiro.

Na prática, o cliente chega ao local, apresenta seu documento e leva a compra para sua casa. Neste momento, é dada a baixa no sistema de logística, momento em que o pedido pode ser marcado como Entregue.

Uma das vantagens é que neste modelo os custos logísticos caem drasticamente, já que não é necessária a entrega na casa do cliente e, sim, em um ponto comum na cidade. Ao mesmo tempo, para o estabelecimento credenciado em receber e entregar, o fluxo de visitantes na loja aumenta, o que pode resultar em marketing e vendas.

Lockers

O sistema locker é muito similar aos modelos anteriores, pick-up-store e pick-up-point. Neste, o consumidor efetiva sua compra online. Então, ele é encaminhado para retirar o produto em um ponto físico.

A diferença está no momento da retirada, onde, ao invés de ir até um balcão, o consumidor recebe um código (QR Code) que lhe permite destravar um armário com seu celular. Este armário é onde a marca deixou o produto.

Como utilizar estes modelos nos Marketplaces?

Alguns marketplaces brasileiros já trabalham de forma consistente estes modelos. A Dafiti, um dos maiores varejos online de moda, já utiliza com sucesso o pick-up-point. O Magazine Luiza trabalha o modelo pick-up-store há algum tempo e já chegou a divulgar que a procura por este modelo cresceu em torno de 250% no último ano.

O Grupo B2W, através das lojas Americanas.com, também trabalha o pick-up-store há algum tempo. E a Via Varejo é um case do sistema de lockers, além de trabalhar também com o modelo pick-up-store.

Entretanto, apesar da experiência destes marketplaces com os sistemas abordados, isso ainda não foi estendido aos lojistas dos marketplaces. O Mercado Livre, entretanto, lançou no final de 2018, seu modelo Pick-up-Store estendido aos lojistas. Aqui, é possível determinar a disponibilidade de entrega em no máximo 5 dias.

Saiba mais: E-commerce cresce 12% no primeiro semestre de 2019, segundo 40º Webshoppers

Se não conhecêssemos estes modelos descritos, acreditaríamos que isso se aplica apenas às grandes redes do varejo que anunciam neste canal. Mas agora sabemos que, através de boas parcerias e criatividade, é possível entregar de forma muito similar a estes, o que pode ajudar muito em um dos principais gargalos do e-commerce no Brasil que é o frete.

Um bom Hub de Marketplace deve estar aberto à este tipo de inovação e lhe permitir trabalhar com isso. Deve ser possível, através do Hub, que você defina os pontos de entrega/coleta e faça o vínculo com cada oferta, em massa ou individual. Além disso, deve permitir-lhe definir em quantos dias o produto estará disponível naquele ponto.

Empreendedor com mais de 5 anos de experiência profissional somente na área de integração com marketplaces. Desenvolvedor de software há mais de 13 anos, cofundador e diretor da Hub2b


Todos os posts de Sergio Venicius Vanin  

Sem tempo para planejar, gastando para refazer! Você está assim?

Certa vez escutei a seguinte frase em um vídeo: “O empresário brasileiro nunca tem tempo para planejar, mas sempre tem dinheiro para refazer”. Esse pensamento é difícil de digerir inicialmente, mas com tempo percebemos que de fato em vários momentos somos muito mais executores do que planejadores. Talvez não na totalidade, mas em algum ponto acabamos negligenciando números em detrimento da necessidade de crescer ou sustentar o negócio, aí começam as ciladas do sucesso.

Outro vilão nesse sentido pode ser o próprio planejamento, não o planejamento em si, mas o “evento” planejamento, o método. Isso pois paramos uma vez ao ano, nos debruçamos sobre as análises de ameaças, oportunidades, fazemos o melhor SWOT possível, criamos as matrizes BCG, o famoso PDCA, o BSC e por aí vai. Engajamos todo o time, garantimos o alinhamento do propósito, damos então a melhor largada possível e nos esquecemos dos check-points durante a maratona.

Sim, maratona, não Sprint. Gosto dessa analogia pois é sabido que os melhores resultados de maratonas estão com aqueles que conseguem manter um ritmo com constância, aceleram nos momentos certos e guardam energia também nos pontos estratégicos. Nesse sentido, precisamos aprender que o planejamento não é um evento, mas sim um ponto de referência para a execução. E ele só termina quando a execução termina também, quando você consegue analisar o resultado e iniciar um novo planejamento para uma nova missão.

Não adianta ganhar a batalha e perder a guerra

Falando em missão, imagine se em uma guerra os generais criassem uma estratégia e nunca a revisitassem no campo de batalha. Imagine o custo de colocar sua tropa em um lugar errado que já havia sido tomado pelo inimigo, e não perceber a tempo. Quantas vidas perderia? Quanto poder de ataque seria abatido? Quanto teria que investir para retomar essa posição, adicionando mais e mais soldados…?

Nos negócios não é diferente. Quantas vezes o custo aumenta por não planejar? O retrabalho gera despesas e custos maiores que os esperados. Ou pior: como não planejou, o empresário nem percebe que está gastando mais do que podia em determinada conta.

Baseado nesse cenário, é extremamente importante planejar, criar referências, mas tão importante quanto, é revisar sempre. É tomar decisões sabendo como elas impactam no seu planejamento inicial e descobrir quanto e quando esse planejamento precisa mudar para cumprir os objetivos. Para isso, também é necessário ter claro quais áreas cuidar.

Outro ponto que vejo de atrito é que, às vezes, o empresário olha apenas para o financeiro, mas esquece do comercial. Ou olha para o comercial e esquece do fiscal, do estoque e outras áreas, quando na verdade o segredo é o equilíbrio entre as áreas e fazer com que as ações e resultados de uma impactem direta e positivamente na outra.

Equalização das variáveis – A cultura do Progresso e Ordem:

O e-commerce é um dos mercados mais ágeis que existem, se não o mais ágil. As mudanças são constantes, existem nuances em datas especiais, inúmeros tipos de clientes, desafios gigantes de logística, riscos e custos tributários altos e um ecossistema gigantesco de empresas e ferramentas para garantir a fluidez do negócio.

Em contrapartida, é a modalidade que mais cresce e dá oportunidade para as menores brigarem com as maiores, já que carregam menos “peso”. Para isso tem que existir a estratégia certa. Ela pode ser até mesmo a estratégia de usar o grande para atrair o cliente e ainda sim gerar resultado, como no caso das vendas em marketplaces, onde diferente do que alguns dizem, é possível sim ganhar dinheiro. É possível até reduzir o seu custo de aquisição de cliente, quando você vendeu lá primeiro e depois gerou uma recompra em sua loja virtual.

Saiba mais: Planejamento da Black Friday: venda não é tudo; o foco deve ser a rentabilidade

Para equalizar essas ameaças ou dificuldades com as oportunidades que esse mercado oferece, uma boa prática é criar uma cultura de ser norteado dia a dia pelo planejamento, e utilizar modelos mais atuais para o monitoramento disso, como OKRs por exemplo. Se não conhece, sugiro buscar informações, fazer revisões para cada estratégia, para cada área, acompanhar resultados por objetivo. Espaços de tempo como semana e quarter podem te dar a visibilidade necessária. Sempre olhe para todas as áreas a fim de garantir que tudo está no caminho, e quando necessário, priorize ou redirecione uma ação.

Repare que a ação é sempre necessária. Não caia também na tentação de planejar, planejar, e nunca executar. Lembre-se: Excel e Power Point aceitam tudo. Nada melhor do que a ação para gerar progresso, e baseado nisso, permitir a ordem. Se você aguardar que sempre esteja tudo em ordem, também nunca conseguirá o progresso.

Vamos à prática:

Quem planeja bem, conhece seus números. Então, o primeiro passo para avaliar sua operação hoje é buscar informações ou indicadores. Vou citar aqui algumas dicas de como fazer isso de maneira simples e direta, indicando pontos cruciais para o controle de uma operação “.com”:

Separe as informações em: Operações, Comercial, Financeira e Fiscal.

Em OPERAÇÕES, busque entender:

  • Qual é a sua demanda de pedidos diária (quais seus dias de pico?)
  • Qual é o seu tempo de back-office (onde dá para melhorar?)
  • Seu estoque está organizado com Pareto (A, B, C) para garantir que o que mais gira esteja sempre mais perto?
  • Seu processo de separação, embalagem e faturamento está organizado? Existe retrabalho? Existem pessoas demais? Ou faltam recursos?
  • Existe gargalo na atualização de dados em plataforma ou marketplaces? Isso impacta em cancelamentos, preços ou estoques desatualizados?

Ou seja, tenha um olhar crítico sobre tudo que faz, entenda cada passo do seu processo. Inclusive, comece por aí: você tem um processo definido?

Em COMERCIAL, busque entender:

  • Qual é a sua curva ABC de Faturamento? Por produto, por marca, por categoria, por marketplace, estado etc.
  • Qual é o seu ticket médio? Conheça por categoria, por canal de venda e entre outros.
  • Qual é o seu ranking de rentabilidade? Importante entender o comparativo com o ranking de faturamento, estabelecer uma relação de rentabilidade por categoria de produto, por marketplace…
  • Suas compras são adequadas? Sobram ou faltam produtos? As compras são baseadas em números ou apostas?
  • Quais ações com fornecedores ou marketplaces poderiam ser realizadas?
  • Quais produtos têm publicidade rolando que você poderia aproveitar?
  • Quem são seus ladrões de margem?

Ter clareza nesses números vai te ajudar a criar estratégias e estabelecer diretrizes para cada categoria de produto, cada marketplace, cada negociação com gerente de conta ou fornecedor e cada ação publicitária.

Em FINANCEIRO, fique de olho: 

  • Qual é o seu custo fixo? Qual seu custo financeiro?
  • Você conhece com clareza todas as despesas que incidem sobre suas vendas no markeplace hoje?
  • Como está sua disponibilidade de caixa?
  • Quantas vezes teve que fazer antecipação? Como isso impactou em sua margem?
  • Existe estoque (DINHEIRO) parado? Você tem levado isso em consideração para precificar?
  • Suas despesas estão controladas? Quanto você já comprou esse ano? Quanto gastou com fretes? Quanto gastou com reversa?
  • Seu ciclo financeiro está adequado? Existe um equilíbrio entre os prazos de pagamento e recebimento?

Controle financeiro está nos detalhes, cada despesa não planejada pode impactar diretamente na última linha do balanço.

Em FISCAL, tenha consciência:

  • Qual é a sua carga tributária real?
  • Está no regime tributário mais adequado para seu volume atual ou projetado para os próximos ciclos?
  • Existe risco tributário sobre sua operação? Tem criado “estratégias” que te colocam em perigo a médio e longo prazo?
  • Já calculou o custo operacional de “manobras” ou ajustes fiscais?

O “custo Brasil” existe, regras são estabelecidas, e estar bem calçado nesse aspecto faz toda diferença.

Você nunca faz uma viagem sem olhar antes se tem combustível suficiente. Provavelmente, durante o trajeto verifica o rendimento médio, e ao finalizar, checa se os cálculos estavam certos para a próxima viagem.

Esse é o mesmo mindset que deve aplicar em sua empresa. Os pontos de checagem que coloquei são apenas alguns em um universo gigante. Conhecê-los, compará-los, criar metas para cada um, planejar limites e executar ações para cada item que fizer sentido para sua operação deve te dar o privilégio de ter CONTROLE, de investir tempo e dinheiro onde realmente possa gerar valor.

Encerro perguntando novamente: A falta de tempo para planejar tem feito você gastar para refazer?  Espero que de alguma forma esse artigo tenha te dados insights e colocado luz em pontos de planejamento necessários para gerar segurança e constância aos seus resultados.

Jasper Perrú é gerente comercial do EIVE, o ERP para e-commerce focado em saúde financeira criado pelo Grupo DB1 Global Software. Jasper é formado em Análise de Sistemas e Marketing, e possui 13 anos de experiência em projetos para operações do mundo online com foco em performance com resultado.


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5 vantagens do provador virtual para e-commerces de moda

Com tantas marcas disponíveis no varejo online, é cada vez mais importante que os lojistas busquem alternativas para se diferenciar da concorrência e conquistar mais clientes. Porém, destacar-se no mercado virtual é resultado de muitos fatores. Além de um bom mix de produtos, preços competitivos, atendimento diferenciado, existe algo que está realmente fazendo a diferença nos tempos atuais: a experiência personalizada.

Basicamente, esse termo se refere a entregar ao cliente do e-commerce uma experiência única e pensada para suas necessidades. Com isso, o varejista ganha a confiança do usuário, garante sua satisfação e abre portas para a fidelização.

Na era da realidade virtual, a experiência personalizada do usuário tem obtido muitas possibilidades. No caso de lojas do setor de vestuário, por exemplo, umas das mais interessantes é o provador virtual. Nele, o cliente pode inserir suas medidas para encontrar o tamanho ideal e até, como o próprio nome já diz, experimentar virtualmente uma peça.

O recurso é capaz de impulsionar a conversão da sua loja, mas não para por aí. As vantagens de manter um provador virtual em um e-commerce de moda são muitas.

1. Reduz trocas

As medidas de uma roupa podem variar muito dependendo da marca. Por isso, é natural que a numeração ideal para cada tipo de corpo também tenha variação. Nesse sentido, é bem comum o cliente ficar com dúvida sobre qual tamanho comprar, ainda mais quando é a sua primeira compra em determinada loja.

Com a ajuda do provador virtual essa dúvida é eliminada e o consumidor pode confiar que aquela peça virá no tamanho ideal para o seu tipo de corpo.Na hora de comprar um presente, a situação é mesma, já que fica mais fácil acertar o tamanho da peça.

Para o lojista, essa clareza na hora da compra é garantia de menor índice de troca, o que também reduz custos de logística reversa.

Para o cliente, evita-se o transtorno na hora de trocar um produto, bem como o desgaste que esse processo pode vir a causar.

2. Gera confiança

Um dos fatores de decisão na hora de comprar uma roupa é o caimento da peça no corpo. Essa condição pode ser crucial para o cliente decidir se quer ou não ficar com o produto.

Porém, em uma loja virtual, não é possível provar a peça. Isso costuma deixar o usuário em dúvida, colocando em cheque a conclusão do compra.

Contudo, com o provador virtual, o cliente tem a chance de enxergar como a peça ficará no próprio corpo. E, assim, ter a certeza de que a roupa chegará no tamanho ideal.

Isso gera mais confiança no usuário e aumenta as chances dele efetivar o primeiro pedido. Quando não se trata da primeira compra, essa confiança já está estabelecida e costuma ser determinante para ele escolher a sua loja.

3. Melhora a experiência

A experiência de comprar em uma loja virtual está se aproximando cada vez mais da compra em loja física. Porém, há certas práticas que só são possíveis no mundo real.

Quando falamos de adquirir uma nova peça de roupa, essa compra envolve tocar no tecido, sentir sua textura, vestir no próprio corpo e olhar o resultado no espelho. No entanto, em uma loja virtual essa experiência é minimizada.

O provador virtual tem o objetivo de aproximar essa experiência do mundo real, fazendo com que o usuário alinhe suas próprias expectativas em relação ao produto e fique mais confiante para fechar a compra.

Dessa forma, a satisfação ao receber o produto é maior, evitando-se uma possível decepção. Isso também garante que o cliente terá uma percepção positiva com relação à experiência de compra na sua loja.

4. É um diferencial competitivo

Criar experiências personalizadas é fundamental para destacar-se perante à concorrência. A tecnologia é uma grande aliada para transformar o consumo de um produto.

Acompanhar novidades e investir em mudanças visando a experiência do usuário fará com que o seu e-commerce tenha um diferencial.

Por isso, se você possui uma loja de vestuário, o provador virtual é uma ferramenta que vai te impulsionar para estar na frente dos outros varejistas do mesmo segmento. Consequentemente, téra melhoras em suas vendas.

5. Aumenta as conversões

Todas as vantagens citadas anteriormente se refletem no faturamento do seu e-commerce, pois clientes mais confiantes e satisfeitos compram mais. Assim, investir no provador virtual deve aumentar suas vendas. Principalmente porque a ferramenta elimina uma das grandes objeções do cliente que compra roupa online: a impossibilidade de provar a peça.

Além do aumento no número de pedidos, o provador virtual é capaz de diminuir custos, a exemplo da redução de trocas. Isso garante que o seu lucro será ainda maior, pois não precisará utilizar parte do faturamento para custear os gastos com logística reversa e outras situações que originam da insatisfação do cliente.

Assim como dito anteriormente, o e-commerce de vestuário pode ficar prejudicado quando comparamos a experiência existente em uma loja real. Porém, com o provador virtual, o e-commerce pode minimizar o gargalo de não ser uma loja física. Isso fará com que o usuário viva uma experiência mais próxima da realidade.

Por outro lado, apesar de algumas pessoas considerarem a experiência em lojas físicas de vestuário importante, há um público cada vez maior que prefere comprar sozinho e sem o incômodo de ser obrigado a experimentar uma roupa e lidar com a pressão de um vendedor para fechar a venda.

Nesse sentido, para esse público, as lojas virtuais se mostram uma excelente alternativa para evitar situações desagradáveis. Por isso, investir em tecnologias que visam criar experiências mais envolventes e que se aproximam do que é positivo no mundo real, é um excelente caminho para atrair usuários cada vez mais exigentes e que preferem viver experiências de compra solitárias e, ao mesmo tempo, personalizadas.

Iniciou suas atividades como programador em 1996, quando a internet ainda era novidade no Brasil. Em suas primeiras experiências teve a oportunidade de trabalhar com e-commerce B2B e desenvolveu seu know-how ao longo dessa trajetória. Hoje possui mais de 20 anos de experiência em e-commerce e ocupa o cargo de CCO da Bis2Bis Comércio Eletrônico, empresa especializada no desenvolvimento de lojas virtuais Magento.


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E-commerce de sucesso: descubra como alavancar sua operação

Ter um e-commerce bem-sucedido exige atenção com diversos detalhes, mas não é tão complicado quanto parece. Para não errar, o primeiro passo é desenvolver um bom plano de negócio para sua operação.

Muitas vezes, pela falta de tempo, deixamos de dar a devida atenção ao planejamento, mas trata-se de um erro grave. Afinal, sem saber onde quer chegar, como você vai conseguir definir os melhores caminhos?

Avalie as oportunidades de negócio

Para os estudos iniciais sobre a viabilidade de ter um comércio eletrônico, é importante considerar se esse tipo de operação atende aos propósitos do seu negócio.

Se está partindo do zero, porque resolveu tornar-se um empreendedor, saiba que o comércio eletrônico é um dos setores que mais têm crescido no Brasil. Ou seja, o histórico do segmento é positivo.

Para se ter uma ideia, em 2018, mesmo com todos os percalços enfrentados na área econômico, o setor registrou um aumento de 12% em relação a 2017.

E, como já mostramos, há outros dados que devem ser avaliados, como a taxa de crescimento, bem superior à registrada nos demais segmentos da economia.

Saímos de cerca de 53 milhões de pedidos em 2011 para 120 milhões em 2018.

A cifra movimentada também é significativa: as empresas alcançaram um faturamento total de R$53,4 bilhões.

Expanda a sua operação de forma rápida e segura

Ainda considerando as razões para investir num e-commerce, tem outra questão relevante, principalmente para quem tem uma loja física: a possibilidade de ganhar escala sem precisar comprometer um alto investimento.

Por que podemos ser taxativos nessa questão? Pelo fato de o e-commerce multiplicar os seus canais de venda. Além do consumidor habitual, a marca torna-se uma opção para quem prefere a compra via website. Ou,ainda, via dispositivos móveis, sem falar nos marketplaces e redes sociais.

Para entender melhor o que pode ser feito em mobile, reunimos dados sobre a venda via esses canais.

Conecte-se com as principais tendências do mercado

O conceito omnichannel hoje é um diferencial importante para qualquer negócio, pela multiplicação das oportunidades de vendas, mas tem outra questão importante: a necessidade de adequar sua marca aos novos tempos.

A tecnologia tem dominado várias áreas da nossa vida, facilitando várias tarefas, e não faz sentido imaginarmos que as relações de consumo não sejam afetadas por essas mudanças.

No caso do varejo, as facilidades oferecidas pelo ambiente online vão muito além da simples venda por outro canal.

As lojas têm conseguido estabelecer outro tipo de relação com seu público, na medida em que sabem exatamente com quem estão falando.

Entenda tudo o que está acontecendo nessa área.

imagem de um teclado de computador, com a tecla "bye", usada na operação de um e-commerce

Aprimore a gestão do negócio

Ter um e-commerce de sucesso depende da escolha da plataforma adequada. O uso da melhor solução influencia na relação que o público consegue estabelecer com a loja na hora da compra, mas também no processo de gestão da loja.

Para começar, facilita bastante ter um sistema que opere no modelo Saas. Na prática, isso quer dizer que você não precisa fazer um grande investimento inicial para a aquisição da plataforma.

O pagamento é mensal e funciona como uma espécie de aluguel. A vantagem, além do custo, é que a loja tem acesso continuamente às melhorias implementadas no sistema.

Considerando que a área de tecnologia tem evoluído rapidamente, é importante ter como adotar novas soluções, sem maiores complicações.

Para solucionar suas eventuais dúvidas, é preciso considerar a escolha da plataforma.

Use as ferramentas adequadas para cuidar da divulgação

A parte de infraestrutura é essencial para ter uma operação bem-sucedida. Porém, cada vez mais, temos que tomar muito cuidado com o relacionamento estabelecido com o público.

Nesse caso, estamos nos referindo tanto às ações de divulgação, como às iniciativas que devem ser implantadas para o pós-venda.

No atual ambiente, o principal é assegurar o máximo de conveniência para o cliente, proporcionando a melhor experiência possível em todas as frentes do negócio.

É nesse contexto que tem aumentado o uso dos serviços de mensageria. A loja só tem a ganhar quando abre mais um canal de contato, empregando um sistema que é usado no dia a dia pelos clientes.

Não perca oportunidades nessa área e tire o melhor proveito dessas soluções.

Experiência do usuário: saiba como valorizá-la

O emprego das novas ferramentas tem um propósito bem definido: melhorar a experiência do usuário com o e-commerce.

Nos últimos anos, essa questão da experiência tornou-se prioritária devido a alguns fatores:

  • O consumidor ganhou mais poder nas relações de consumo e, com isso, está cada dia mais exigente. Nesse contexto, ele demanda um tratamento personalizado, não tem mais uma atitude passiva.
  • Para as empresas, independentemente do porte ou ramo de operação, está muito difícil manter os diferenciais de produtos e serviços apenas com base nos atributos funcionais. Daí a necessidade de aprimorar as experiências, oferecer um serviço que dê destaque para a marca.

Graduado em Marketing com especialização em Gestão de Projetos, trabalha com comunicação há mais de 16 anos e com e-commerce desde 2006. Redigiu o projeto que originou o Dia do Profissional Digital #404DigitalDay aprovado no plenário da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo em 2014.
Colaborou com o lançamento do Guia de e-Commerce ABRADi-SP Sebrae-SP escrevendo o capítulo de plataformas, atua como Marketing Director na JET e-business.


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As quatro tendências para o novo mundo do comércio

Trabalhei em diversas fintechs, muitas vezes em cenários e momentos turbulentos do mercado, e nunca vi nossa indústria em um estágio tão extraordinário como hoje. Vivemos em uma era de comércio global e conectividade.

Compreender as complexas forças que impulsionam nosso segmento permite, também, entender quais são as ferramentas para moldar nosso sucesso. Por isso, identifiquei quatro principais tendências que estão criando o que chamamos de “O Novo Mundo do Comércio” — que podem te ajudar a crescer agora e no futuro.

Tendência 1: avanços tecnológicos

O progresso tecnológico nunca foi tão rápido. As inovações de ontem são os requisitos mínimos de hoje. Não muito tempo atrás, a Inteligência Artificial (IA) foi “a revolução”. Agora, as pessoas se sentem à vontade para comprar por meio de chatbots, por exemplo. Além disso, estamos presenciando nos últimos anos uma explosão mundial de tecnologias como e-wallets e Mobile POS (Point of Sale).

Importante ressaltar que grande parte dessa tecnologia foi democratizada. A ascensão do SaaS (Software as a Service) e as soluções PnP (Plug and Play) mostram que, praticamente, qualquer empresa pode implementar a tecnologia mais recente de maneira econômica e fácil. Não basta apenas seguir com o progresso tecnológico. Agora, você deve continuar em busca da “próxima grande coisa”.

Tendência 2: comportamento do consumidor

O comportamento do cliente se move junto com as mudanças tecnológicas. Inovações estabelecem novos precedentes para a expectativa dos consumidores. O próximo dispositivo pode ser o método de pagamento mais popular e a experiência deve ser intuitiva e consistente, independente do dispositivo utilizado.

Empresas como Uber, Amazon e Airbnb mudaram o jogo, convertendo os pagamentos em uma experiência abrangente para o cliente. Precisamos pensar em como o comércio social, a gamificação e os aplicativos móveis podem melhorar este cenário ainda mais. Afinal, a tecnologia de ponta influencia o que os clientes desejam.

Podemos até ver a parte dos pagamentos que compõem o processo de compra se tornando passiva ou invisível. Portanto, para se manter no topo, é importante considerar as mudanças na tecnologia para entender como os comportamentos dos clientes mudam — considerando desde o cenário digital asiático até mercados maduros como os da Europa e América do Norte. Se você não estiver um passo à frente das mudanças, sentirá falta delas depois.

Tendência 3: novas regulamentações

O avanço das regulamentações — e suas devidas complexidades — é algo que afeta a todos: do menor ao maior cliente. Elas estão entre as principais preocupações das pessoas e tendem a gerar incertezas sobre suas implicações práticas. Por isso, novas regras precisam ser interpretadas e aplicadas antes mesmo de entrarem em vigor.

Também é importante antecipar como a regulamentação mudará com o tempo e quais fatores estão por vir. O GDPR, por exemplo, já está em vigor na União Europeia — ele é bem semelhante à LGPD, que passa a vigorar em agosto de 2020 no Brasil.  Ele afeta o modo como as organizações usam os dados do cliente e como a inteligência artificial é usada para tomar decisões de negócios. Ao mesmo tempo, esse tipo de regulamentação pode impulsionar a inovação, como estamos vendo com uma série de novos produtos emergentes resultantes do Open Banking.

Tendência 4: concorrência

A democratização das plataformas e da tecnologia tem reduzido barreiras e aumentado a concorrência. A ascensão das startups também mudou a maneira como pensamos sobre os modelos de negócios. Duas pessoas em uma garagem podem ser uma ameaça tão grande quanto um conglomerado global.

Quando todos querem uma parte da ação e a concorrência pode vir de qualquer direção, as empresas precisam ser mais inteligentes sobre como se diferenciar. Este novo e valioso mundo também já existe no comércio. Um lugar acelerado e altamente competitivo, o que o torna empolgante.

Consciente disso, é preciso saber que precisamos olhar para todo o quadro e estar ciente das forças que compõem nossa indústria. Este é o caminho para liderar a próxima onda de interrupções, em vez de sermos interrompidos por ela.

Formado pela Université Paris Dauphine, em Lyon, é SVP Global Online (Unidade de Negócios de Varejo) da Ingenico Group desde janeiro de 2018. Possui uma ampla experiência em tecnologia e indústrias digitais e começou sua carreira em 2000, com o lançamento da toluna.com. Em 2004 mudou-se para os EUA para atuar como gerente de investimentos, supervisionando o fundo de tecnologia norte-americano da VPSA, em Palo Alto. Ingressou na Hi-Media Group em 2007 e tornou-se COO em 2011. Em 2013, foi nomeado CEO da HiPay.


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Varejo do futuro: as cartas estão na mesa

Rappi, Uber Eats e James Delivery são apenas alguns dos entrantes. Eles ficam no corner dos aplicativos de delivery com a intenção de ampliar seu relacionamento e pensando no varejo do futuro, incorporando, além da entrega em si, porque não, meios de pagamento, relacionamento, milhagem e, quem sabe, a própria cozinha.

Já estavam no jogo Rede, Cielo, Stone, PagSeguro, SafraPay, Getnet e outros no canto do corner. Aquele que reúne as credenciadoras de cartão que sabem que o jogo vai mudar. E muito. Vamos incluir nesse grupo os chineses como Alibaba, por meio do Ant Financial, seu braço financeiro, buscando espaço apoiado em sua forte presença no mercado chinês e nas vendas via e-commerce que já fazem no Brasil.

Tem ainda o corner que reúne os que vêm do mundo da tecnologia, como Linx, Totvs, Merci e outros, que sonham integrar suas plataformas com os sistemas de pagamentos móveis e tudo que possa ser incorporado, apoiados em sua presença no mercado e sua visão digital. Para facilitar, vamos incluir nesse grupo, também, Apple Pay e Samsung Pay.

O corner final reúne os varejistas, como Magazine Luiza, Casas Bahia, Lojas Americanas, Pão de Açúcar e outros que sabem que o último trem do protagonismo nesse novo jogo está prestes a partir.

Varejo do futuro

Todos sonham poder se posicionar de forma similar ao que ocorre na China, onde perto de 80% das vendas são pagas com celular e apenas dois players, Alipay e WeChat Pay, processam 94% de todas as transações. Com isso, criam uma realidade estratégica que permite a expansão quase ilimitada de negócios aportando como ativo o conhecimento, relacionamento, promoção e capacidade preditiva de comportamento dos consumidores pelo monitoramento – em tempo real – do que acontece no mercado.

Os consumidores não terão em seus celulares mais do que duas ou, no máximo, três plataformas de pagamentos. A tendência é que concentrem seu relacionamento em poucas delas para potencializar os benefícios que serão oferecidos, como os descontos e cash backs já hoje disponíveis. O mais provável é que a esmagadora maioria concentre tudo em apenas uma plataforma única.

Essa vantagem competitiva é de tal magnitude que o fee transacional na China, o conhecido MDR (Merchant Discount Rate), é quase irrelevante. Coisa difícil de aceitar para quem vive no mundo financeiro. Especialmente no Brasil.

Isso é diferente do que acontece nas vendas com cartão de crédito, que por aqui são taxadas em percentuais que podem chegar próximos a 5%, dependendo do porte do varejista ou prestador de serviço, ou perto de 2% no débito. E ainda até pouco tempo havia o reembolso que podia chegar a 30 dias, o que a competição recente fez baixar.

Previsões variam de acordo com a fonte de análise.

Os que analisam com a ótica do setor financeiro acreditam que ainda vai demorar muito tempo para que essa realidade, ou algo próximo dela, possa ocorrer, pois mudança de hábito não acontece de uma hora para outra.

Os varejistas percebem que, ou criam suas plataformas e as tornam relevantes rapidamente, ou continuarão a pagar a conta, como sempre fizeram com o SPC, cartões de crédito e débito, e farão no Cadastro Positivo, pela prestação dos serviços financeiros.

As empresas de tecnologia querem conquistar a extensão de seus serviços, se possível incorporando um novo negócio envolvendo o conhecimento profundo do consumidor e, estão, se preparando para o novo cenário, aconteça quando acontecer.

O fato definitivo é que, mesmo considerando que nada em qualquer outra região possa ser equiparado à particular realidade chinesa, estamos prestes a viver um novo cenário onde a liderança da transformação estará sob controle de novos players, isoladamente, ou combinados entre si.

Omniconsumidores

A favor da iminência da nova realidade pode-se destacar o jovem perfil dos omniconsumidores brasileiros e sua particular rapidez na adesão às inovações digitais e o fato de que a tecnologia não é, definitivamente, barreira de entrada. Ao contrário, pelo menos umas dez soluções estão disponíveis em busca de incorporação e disseminação.

De fato não se pode definir se o novo cenário com predominância do uso do celular para pagamento de produtos e serviços, com certificação por reconhecimento facial em alguns casos, acontecerá em três, cinco ou dez anos, mas o que se sabe, com certeza, é que será mais breve do que se possa imaginar.

E, mais importante, sua incorporação irá gerar uma profunda transformação na estrutura de mercado, redefinindo papéis, responsabilidades, lideranças, modelos de remuneração e estrutura de custos.

No preocupante conjunto de elementos em transformação, ao menos alguns pontos positivos: os consumidores terão mais alternativas, mais facilidade, mais rapidez, menores custos e menos atrito em todo o processo.

Definitivamente, as pedras estão na mesa no jogo do varejo do futuro

Fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, membro do IDV – Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, do IFB – Instituto Foodservice Brasil, Presidente do LIDE Comércio e membro do Ebeltoft Group, aliança global de consultorias especializadas em varejo em mais de 25 países.


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Como identificar e estruturar os fatores que interferem nos custos do frete?

Mais da metade da demanda de transportes no Brasil é atendida pelo modal rodoviário. De acordo com dados publicados pela CNT, 58% de tudo o que é produzido no Brasil depende das rodovias. Assim, é fundamental que empresas que dependem de fretes para sua operação tenham conhecimento aprofundado sobre o assunto.

A tarifa do transporte rodoviário

O transporte rodoviário depende de múltiplos fatores para a composição da base de cálculo. Ter um entendimento completo sobre quais são as formas de calcular um preço de transporte pode ajudar a empresa a identificar quais são os valores competitivos, considerando as especificidades da carga. Separamos aqui alguns fatores que compõem a tarifa do transporte rodoviário.

Frete peso

O frete peso é calculado a partir do peso da carga, seja o real ou o cubado, que refere-se ao tanto de espaço que a carga ocupa no veículo. O transportador sempre escolhe o valor de maior representatividade para o cálculo.

Frete valor

Já o frete valor é usado quando a carga tem um valor agregado muito alto. Nesses casos, a tarifa é baseada no valor da nota fiscal, principalmente por conta do gerenciamento de riscos mais completo.

Taxa de despacho

Trata-se de uma taxa cobrada com o fim de ressarcimento ao transportador, pelos encargos operacionais e administrativos nas operações de despacho e na coleta (carregamento) e entrega das mercadorias.

Gerenciamento de riscos (GRIS)

A taxa de gerenciamento de riscos é cobrada para cobrir os custos relacionados ao seguro da carga, como uma forma de prevenção a roubos e outros incidentes.

Generalidades

São taxas cobradas dependendo da especificidade da carga ou da entrega. Um exemplo são as taxas de dificuldade de entrega, utilizada quando o local de destino é de difícil acesso ou a carga apresenta necessidades específicas.

Custos do transporte rodoviário de carga

Além da base de cálculo, soma-se ao valor total, custos fixos e custos variáveis, que dependem do tipo de carga e destino de entrega. Alguns dos principais custos que estão inclusos nas tarifas das transportadoras a seguir:

Custos de coleta e entrega

Estão relacionados com o destino, a origem e a distância entre os dois. Quanto maior a quilometragem rodada, maiores são os custos.

Fixos

Os custos fixos são aqueles que não dependem dos quilômetros rodados para que aconteçam. Por exemplo, a depreciação do veículo, os custos administrativos, IPVA ou seguros obrigatórios.

Variáveis

Os custos variáveis são aqueles que dependem diretamente da quilometragem e do local de destino da carga. Como exemplo podemos citar os pedágios, combustível, manutenção e custos de trocas de pneus.

Custos administrativos e despesas indiretas

São os custos com mão de obra e os gastos gerais com as documentações necessárias, como o pagamento do IPVA, por exemplo. Tais valores estão nos custos fixos de uma operação.

Fatores que influenciam os custos do frete

Existem, também, fatores específicos da carga e do transportador que podem influenciar no custo do frete. Se sua carga tem necessidades muito específicas, se é de difícil manuseio ou precisa de um veículo com características especiais, o valor de frete é mais caro. 

Veja algumas especificidades que valem a pena ficar atento.

Saiba mais: Ministro suspende novas regras da ANTT para frete mínimo

Fatores de carga

Tipos de carga e especificidades

Algumas cargas têm necessidades especiais que demandam equipamentos fora da operação comum para as cargas e descargas. Os valores variam de acordo com a complexidade da carga.

Cargas congeladas, por exemplo, precisam ser transportados com veículos que tenham câmaras frias capazes de controlar a temperatura, para que a mercadoria não estrague.

Volume e Cubagem

A cubagem é o espaço que a carga ocupa no veículo, determinando o nível de ocupação. Espaços ociosos tendem a ser prejuízo para a operação, por isso devem ser evitados.

Acondicionamento e Manuseio

Quanto mais difícil o acondicionamento e mais complexo o manuseio, mais elevado o valor dessa taxa. Itens frágeis, por exemplo, tendem a ter o custo mais alto de frete do que itens simples e paletizados.

Sazonalidade da mercadoria

A demanda de fretes para determinado tipo de produto, principalmente os derivados da agropecuária, tende a aumentar em períodos específicos. Com isso, os fretes também aumentam seus valores.

Fatores do transportador

Tipo de veículo

De vans a caminhões de vários eixos, cada tipo de veículo tem um custo diferente. A escolha de qual é o mais adequado depende diretamente da carga.

Tempo de carregamento e descarregamento

Cargas com necessidades mais complexas de carregamento e descarregamento tendem a ter um frete mais caro, uma vez que se gasta mais tempo, e muitas vezes é preciso o auxílio de ferramentas como empilhadeiras ou munk, que também custam mais.

Redespacho

O redespacho acontece quando a transportadora terceiriza parte da operação. Pode acontecer, por exemplo, quando a empresa que produz a mercadoria a entrega para um centro de consolidação com transporte próprio, e outra empresa de transporte faz a entrega ao cliente.

Prazos de entregas

Buscar empresas que oferecem tarifas de frete expresso, com a possibilidade de atender demandas urgentes dos clientes, é uma boa oportunidade para oferecer a melhor experiência de entrega aos consumidores. Manter uma parceria com transportadoras é essencial para o atendimento dessas necessidades, afinal, um não cumprimento dos prazos e a quebra da expectativa do cliente final pode gerar graves problemas financeiros e a possível evasão de consumidores.

Reversa

Um dos grandes motivos da desistência de compra é a não possibilidade de devolução (sem custos) do produto. Por esse motivo, oferecer ao cliente uma logística reversa clara, isenta de pagamentos, é um diferencial e fator decisivo no momento da compra.

Assim, as empresas precisam buscar parcerias com as transportadoras, procurando empresas que facilitem esse tipo de serviço, para que o ônus seja reduzido, e você possa oferecer maior segurança ao cliente.

Conhecer a totalidade dos aspectos que compõem os valores do frete ajuda os gestores no entendimento dos elementos controláveis e os não controláveis da formação de preço do transporte, e o que a empresa pode fazer para que esses custos do frete sejam reduzidos.

 

Fundador da Intelipost, empresa líder de consultoria e tecnologia para gestão de transporte para e-commerces. Trabalhava na Google e IBM antes de gerenciar várias operações de e-commerces no Brasil e no exterior.


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Posts que estimulam engajamento são trunfo para se destacar nas redes sociais

Foi-se o tempo quando era fácil se destacar nas redes sociais. A cada mudança nos algoritmos, fica claro que é preciso ser coerente, criativo, consistente e autêntico. É isso que fará com que sua marca tenha um público engajado, e engajamento é o principal ingrediente para o sucesso.

Os truques infalíveis “5 passos para arrasar no Instagram” ou dicas quentes para aumentar o número de seguidores já não funcionam mais se você não traçar estratégias reais de comunicação para conquistar o consumidor, fazê-lo amar sua marca e, assim, conquistar interações reais e relevantes.

Ao criar conteúdo para seus perfis, as marcas precisam atrair o interesse, entreter e estimular o engajamento do público. Para isso é preciso levar em conta que estão conversando com pessoas de verdade, que possuem interesses específicos, têm suas preferências por formatos e gostam de ser ouvidas.

Se o seu produto é biscoito vegano e orgânico para cachorros, por exemplo, é natural que a sua audiência seja menor que a de uma marca que vende petiscos tradicionais. Afinal, a quantidade de pessoas com essa bandeira são menores. Isso mostra que a quantidade de seguidores é irrelevante se você se conectar com as pessoas certas, que realmente buscam o que você oferece e têm grandes chances de se tornarem clientes.

É nessa linha que estão caminhando as mudanças dos algoritmos das redes sociais. O que será mostrado para o usuário é o que, de fato, o interessa, independente de likes, de marcas famosas ou de grandes influenciadores. Para ajudar nesta missão, separei informações preciosas sobre como funcionam os algoritmos das principais redes sociais, pois é crucial entendê-los para uma estratégia bem sucedida. Spoiler alert: todas prezam o engajamento.

LinkedIn: engajamento em primeiro lugar

A nova atualização do LinkedIn, realizada em junho de 2019, prioriza o engajamento dos usuários. Isso não quer dizer, no entanto, que as pessoas verão no seu feed as publicações mais populares, mas aquelas que têm maior relação com o tipo de assunto que o usuário costuma interagir.

O objetivo é garantir que, ao acessarem a rede social, os usuários gostem do que aparece no feed e se sintam estimulados a voltar com mais frequência. Até então, ao entrar na plataforma, apareciam posts com números altos de reações, comentários e compartilhamentos, mas que não necessariamente era o que o usuário desejaria ver ao entrar na rede social.

Com a mudança, o algoritmo do LinkedIn opta por mostrar aos usuários publicações de pessoas já conhecidas, por meio de conexões em comum, com prioridade para assuntos em que os perfis já tenham demonstrado interesse.

Pode-se dizer, então, que o LinkedIn vai ficar mais nichado. A rede social corporativa entendeu que é mais importante estimular pequenas conversas do que mostrar os posts com mais reações ou comentários. Assuntos mais específicos, portanto, ganharão mais destaque na plataforma. Com isso, o engajamento da rede social se torna verdadeiro e limpo porque se encaixam com as necessidades de seus usuários.

Facebook: foco na relevância das interações

Ao ser alvo de muitas críticas, principalmente depois do vazamento de dados em 2017 e do bate papo que o CEO Mark Zuckerberg teve com o Senado americano, o Facebook resolveu atualizar o seu algoritmo para priorizar as interações relevantes. Ou seja, os posts com mais engajamento como curtidas, comentários e compartilhamentos, têm mais chances de aparecer no topo do feed.

Isso porque o Facebook mantém um histórico pessoal da interação de seus usuários com publicações de páginas ou amigos e, com isso, o algoritmo da rede social consegue prever o que cada um quer ver no feed baseado nessas interações com páginas e amigos.

De acordo com o próprio Facebook, as interações relevantes e conteúdos engajantes são posts interativos, que levam o usuário a compartilhar e reagir, como um post de um amigo pedindo uma recomendação ou um conselho, além dos comentários feitos em publicações de artigos de notícias ou vídeos que geram discussões na plataforma.

Instagram: o horário do post é o que mais conta

A última atualização do algoritmo do Instagram aconteceu em março de 2018. Antes disso, o feed da rede social também era baseado no engajamento. Depois da atualização, os posts passaram a ser mostrados por ordem de tempo.

O motivo da mudança foi o próprio feedback dos usuários, que preferem conteúdos mais atualizados do que um feed personalizado com base no histórico de engajamento. Desta forma, a mudança faz com que o “feed pareça mais fresco”, de acordo com a própria rede social.

As interações na rede social, contudo, também continuam sendo importantes, apesar de não ser o fator principal. Um dos desafios é deixar a timeline com fotos em ordem na qual elas forem postadas, mas sem deixar que se percam as postagens relevantes para o usuário, por exemplo, de amigos que moram em outro fuso horário.

Para quem cria conteúdos no Instagram, vale ressaltar que não existe um horário certo para postar. Cada conta deve estudar como é o comportamento dos seguidores e, a partir disso, traçar estratégias para obter sucesso na rede social.

Twitter: a hora é agora

O Twitter é uma rede social conhecida pelo imediatismo, e as conversas por lá começam quase instantaneamente. Talvez por isso o algoritmo priorize o tempo de postagem dos tuítes: as publicações mais recentes aparecem no topo e a timeline segue com as postagens mais antigas.

Porém, se engana quem pensa que esse é o único fator que o algoritmo do Twitter usa para organizar o que aparece no feed. As interações são cruciais para os usuários do microblog. Os primeiros tuítes que aparecem na timeline fazem parte do que os desenvolvedores resolveram chamar de “caso você tenha perdido”.

Esse recurso funciona assim: as contas que o usuário demonstra mais interesse nos conteúdos têm seus tuítes mostrados antes mesmo das postagens em tempo real. Além disso, quando um usuário fica um determinado tempo sem abrir o aplicativo, o Twitter manda uma notificação mostrando alguns “destaques” dessas contas. Ou seja, assim como o Facebook, o Twitter também leva em consideração as interações relevantes entre os usuários.

Invista em conteúdo

Hoje, o grande trunfo para as marcas que desejam mais destaque nas redes sociais é investir em experiência do usuário e proporcionar interações sociais mais significativas, por isso investir em conteúdo.

Leia também: Conheça mitos e verdades sobre anúncios e-commerce no Facebook e Instagram

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.


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